Uma abordagem positiva da mudança

Se você quer ter uma dieta saudável, fazer exercício regularmente, ou trocar de profissão, a maior barreira para mudar é você. Você pode tornar a tarefa tão fácil quanto difícil, ou praticamente impossível. O primeiro passo para qualquer processo de mudança é garantir que você tenha o melhor estado mental para realizar seus objetivos de transformação. Aqui estão três exemplos de como não se aproximar de transformação, seguidas de dicas sobre como ajustar sua forma de encarar a mudança de uma maneira mais positiva.

1. Se você conduzir a mudança com agressão

Você pode ser o tipo de pessoa que decide fazer uma mudança e entra nela como se estivesse indo a uma guerra. Talvez você tenha decidido, por exemplo, mudar sua dieta e opta por retirar o glúten, carboidratos e carne tudo de uma só vez. Claro que você pode ficar nesta dieta por pura força de vontade, mas repare bem que isso parece mais uma negação que uma mudança de vida. Normalmente deste jeito você vai acabar pregando suas escolhas para aqueles que o rodeiam, dizendo a quem quiser ouvir como o glúten é mau e como carboidratos são ruins! Aos poucos você tenderá a perder um pouco a força que usa para se manter nesta mudança, até que finalmente, a resistência que você tinha internamente diminui, e somada à pressão externa (que por mais velada que seja, sabemos que ela existe) você normalmente retorna aos velhos hábitos.

Pergunte-se: Eu acredito que eu preciso me sentir desconfortável para realizar uma mudança? Eu estou realmente unido ao significado desta transformação? Eu estou me movendo para que? Para o que eu quero ou para longe de algo que eu não quero?

Exemplo da vida real

Uma profissional de saúde que era partidária da dieta sem glúten. Ela tinha cortado glúten completamente fora de sua dieta e ela tinha certeza de que isso mudou sua digestão, o sono, a pele, e seu nível de energia. Então ela passou a insistir de maneira impositiva que todos os seus clientes, seus amigos e sua família começassem a cortar o glúten. Ela recusou a tratar os clientes que comiam glúten, até resultar em clientes que deixaram de se consultar com ela, e outros que mentiam. Por uma visão mais ampla, retirar o glúten afetou toda a sua vida e sua prática. O que começou como uma escolha saudável e que poderia servir de incentivo, terminou em uma espiral descendente de estresse e resistência.

2. Se você conduzir a mudança com o medo

As pessoas que se aproximam de uma mudança com medo do fracasso ou medo de não atingir um resultado não estão se preparando para o sucesso. Antes de começar, examine suas crenças sobre seu objetivo. A transformação é uma combinação de se tornar mais consciente sobre si mesmo e cultivar a consciência da conectividade básica de todas as coisas. Se você quer perder peso, passe algum tempo contemplando seus pensamentos em torno da perda de peso. Você já tentou várias vezes isso e o seu pensamento é “eu não consigo perder peso”, ou se todas as mulheres em sua família têm um certo tipo de corpo que você acredita “eu tenho uma pré-disposição genética para ser assim.” Seus pensamentos criam a sua realidade. Nas palavras de Wayne Dyer: “Quando você mudar a maneira como você olha as coisas, as coisas que você olha mudam.” Procure afastar seu medo juntando “provas” que possam ajudar a apoiar seu objetivo de transformação (e não a encontrar justificativas para não mudar).

Pergunte-se: Você está com medo do fracasso? Por quê?

Exemplo da vida real

James passou os quatro anos seguintes à faculdade em um trabalho que não via sentido. O trabalho não era um desafio intelectual e além disso ele tinha um problema com a filosofia básica da empresa. Mas James seguiu em frente, apesar de uma sensação incômoda de que havia algo melhor para ele, porque ele estava escalando com sucesso a escada corporativa. Ele sentia que a sua posição devia fazê-lo feliz. James ainda queria perder o medo do desconhecido que o mantinha paralisado. De repente ele teve um momento “Ahamm”, mas apenas quando teve um problema de saúde, que foi o que o levou a examinar o seu medo.

“Eu estava com medo de fracassar se eu tentasse algo mais. As pessoas poderiam me julgar por deixar um trabalho sólido para tentar algo menos seguro “, disse James. Uma vez que ele reconheceu que este era um risco que ele estava disposto a correr, fazer uma mudança de carreira foi fácil.

3. Se você conduzir a mudança timidamente

Algumas pessoas reconhecem padrões em suas vidas e sabem que seria saudável se mudassem, mas eles não seguem o pensamento com um plano claro. Você pode ter o pensamento de que seria saudável beber mais água. Sem seguir o pensamento com um plano de levar uma garrafa de água no carro ou beber um copo de água a cada refeição, você não ficará perto de se tornar mais hidratado do que antes de ter o pensamento. Você identificou algo que precisa ser mudado, mas não deu o primeiro passo no caminho para criar a mudança. Confúcio disse: “Não importa quão lento você vai, contanto que você não pare.” Então, faça um plano e começe.

Pergunte-se: Como é que eu me motivei com sucesso para mudar no passado? O que vou sentir quando realizar de uma vez esta mudança?

Exemplo da vida real

Lauren resolveu parar de gritar com seus filhos adolescentes. Ela entendeu que isso nunca tinha sido eficaz na mudança de comportamento deles, e muito menos se sentia bem  se comunicando desta forma. No entanto, ela descobriu que quando os filhos estavam atrasados para levantar ou não colocavam seus sapatos no armário do corredor, ela se ouvia gritando com eles antes mesmo que ela tivesse tempo de pensar nisso. Lauren identificou uma mudança, mas não conseguiu planejar. Uma vez que ela foi capaz de visualizar isso, ela fez um plano: ela respirava sempre fundo antes de falar aos seus filhos e só começou a fazer pedidos a desde que eles estivessem todos na mesma sala.

Mas…

Se você conduzir a mudança com confiança, compromisso e clareza

Decidir a mudar pode ser tão simples como um estalar de dedos. Quando você vê um padrão que você quer mudar, você pode decidir alterá-lo e, em seguida, alinhar suas ações com a sua decisão. Como diz Deepak Chopra, “O segredo para a mudança pessoal é a de parar de lutar contra si mesmo.” Tenha a consciência e gratidão, e comemore seu sucesso. Se você começar o seu sentimento de transformação, como se a mudança já tivesse ocorrido, você fortalece as vias neurais que suportam a mudança.

Pergunte-se: Como irei me sentir depois de já ter feito essa mudança? Como vou fazer para celebrar o meu sucesso?

Exemplo da vida real

Heather leu alguns artigos sobre meditação, e viu na pesquisa atual sobre o tema a meditação como um complemento saudável para seu estilo de vida. Imaginou sentir menos stress e mais criatividade. Depois de registrar para uma aula para iniciante Heather encontrou tempo pelas manhãs em sua agenda movimentada para uma prática diária de 20 minutos. Ela começou com um objetivo de meditar um mês, e para se motivar colocou como recompensa uma sessão de massagem quando completasse os 30 dias. Além disso seus colegas de trabalho notaram que ela estava menos mal-humorada e com uma veia mais criativa na agência de publicidade onde ela trabalhava.

Todos nós podemos conduzir uma transformação com confiança, compromisso e clareza. Começando com pequenos passos e mantendo o foco. Como disse Sócrates, o segredo para mudar é concentrar toda a sua energia não sobre a alteração do velho, mas em construir o novo.”

 

Esta é uma versão em português do texto original em inglês: http://www.chopra.com/ccl/the-positive-approach-to-transformation#sthash.EKHrj2vY.dpuf

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Quantas respostas deixamos passar?

Sempre que vivenciamos um momento de dúvida, é comum nos concentrarmos em pedir constantemente (ao Universo, à Vida, a Deus) alguma espécie de luz, que nos guie na direção correta e nos tire daquele mar de incertezas que nos rodeia.

E as respostas que precisamos nos são dadas. De várias formas. Sempre!

A questão é: o quanto estamos conectados e disponíveis para absorver estas respostas? Quantas vezes em algum momento de grande serenidade e introspecção temos a nítida certeza que sabemos o que deve ser feito e, momentos depois, arrastados pelo cotidiano, começamos (novamente) a duvidar? Quantas vezes deixamos que a maneira condicionada que olhamos as coisas venha e boicote algo que, há pouco, tínhamos uma profunda convicção de ser a resposta que buscávamos?

Quanto mais habitamos o nosso próprio existir, menos deixaremos respostas nos escaparem (e menos duvidaremos delas!).

Quanto mais momentos de conexão com nosso Eu maior (e Universo, Vida, Deus), mais contato teremos com a chamada “intuição”, e mais ela nos estará disponível.

Sempre podemos optar por olhar estes momentos de grande indecisão, ou situações que nos desafiem demais, como sendo a própria vida (Universo, Deus) nos colocando à prova. Porque você pode apostar: há alguma lição importante a ser aprendida ali! Se não tivermos plena atenção vamos recriar e repetir estas lições de várias formas, indefinidamente, até que aprendamos. Precisamos responder estes desafios do ponto mais alto que nossa consciência pode chegar e, portanto, precisamos estar atentos a quem somos. Quanto mais desconectados mais dúvidas temos, e quanto mais dúvidas, mais perguntas criamos.

(Sim, é aqui que todas as formas de ajuda para buscar o autoconhecimento (meditação, oração, yoga, terapias.. para citar algumas) entram e nos facilitam um pouco o processo – que é individual, um tanto solitário e intransferível!).

E para mim, meus queridos, é no desvendar desta forma de caminhar e no habituar-se a caminhá-la que mora uma parte incrivelmente linda disso tudo que chamamos de vida ❤

Quando alguém sinceramente faz uma pergunta ao universo e então recebe uma resposta inequívoca, é útil lembrar o contexto e o estado de espírito em que tudo se desenrolava. Muito provavelmente ocorreu numa espécie de espaço sagrado onde a consciência se elevou acima dos pontos de vista confusos e conflitantes da mente limitada. Este nível de visão unificada pretende dar uma visão do objetivo, mas, infelizmente, este estado de consciência muitas vezes não é sustentável. Então, semanas depois, incorporado uma vez mais no contexto da mente limitada, é fácil duvidar da resposta que se obteve. Mas quando você estava naquele estado de conexão com seu EU superior, não havia dúvida! Duvidar é o que a mente condicionada faz, ela não fornece orientação, visão ou respostas. Deixe que parte de você que duvida, duvide, mas não a leve tão a sério ou nem a use para transmitir com precisão o seu propósito e direção na vida. Você deve confiar na experiência do seu EU superior. Deepak Choopra