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Gratidão, Yoga

Houve um dia em que eu me vi sem saber o que fazer com a minha vida, numa época em que eu saber (exatamente) o que fazer era fundamental, imprescindível. Eu sempre senti a vida muito pesada, eu lutava com ela. Numa noite eu acordei com o seguinte pensamento “eu posso largar tudo isso e viajar”. Não daquela maneira que a gente brinca com os amigos quando tem um dia ruim. “Eu posso largar tudo isso” veio com um sorriso e uma paz inigualável. Por lutar demais com a vida eu me tornei forte e aceitava desafios com facilidade. Então eu ouvi este chamado.

Bom, daí vem aquela história que muita gente já sabe – larguei casa, carreira, estabilidade e segui esta intuição sem ter a menor noção do que eu estava fazendo. E os dois meses na Índia viraram cinco. E os cinco meses de Índia acabaram em mais sete no sudeste asiático. Um ano todo se passou. E eu voltei.

Isso aí todo mundo que me conhece um pouco sabe. O que pouca gente sabe é que eu coloquei o curso de yoga naqueles dois meses apenas porque estava indo para a Índia e pensei que seria uma boa experiência praticar yoga em Rishikesh, a capital do yoga no mundo. O que pouca gente sabe é foi pelo yoga que estendi meu tempo na Índia, que eu penso em Rishikesh dia sim dia não, e que não teve nenhum outro lugar em cinco meses na Índia que eu me senti mais em casa que em Rishikesh.

Agora, o que quase ninguém sabe é que o yoga mudou a minha vida não por este tempo todo que passei em Rishikesh ou viajando, mas por cada um dos meus dias desde que voltei. Afinal, é lindo e fácil se dedicar ao yoga em Rishikesh. Rishikesh respira yoga. É o yoga em forma de cidade! Dificil é se transformar numa outra pessoa, voltar para uma realidade que pouco mudou e ainda sim praticar o yoga.

Fazer um ano sabático foi de longe a melhor escolha que poderia ter feito em nome do autoconhecimento. O que vivi neste um ano fizeram de mim uma pessoa que enxerga a vida de uma maneira extremamente diferente da maneira que eu via antes. Só que independente de todas as experiências que tive, foi o yoga que me deu (e diariamente me dá) forças para entender, assimilar e sustentar estas mudanças! Até hoje… um ano e meio depois.

Voltar para casa foi de longe mais difícil que partir. Eu não voltei com tudo planejado, com uma meta de me tornar Coach ou professora de yoga. Eu voltei com um coração aberto e cheio de experiências transformadoras que eu quase não conseguia compartilhar. Eu quebrei muito a minha cara! A solidão e a depressão bateram a minha porta e eu não entendia como isso estava acontecendo depois de tudo o que eu havia vivido. Só que novamente um dia eu acordei e o que me apareceu foi que eu tinha que mergulhar de vez no yoga. E sem saber como fazer para me encaixar nesta volta para casa, eu pratiquei. Pratiquei. Estudei. Pratiquei e fui descobrindo cada vez mais a grandiosidade deste caminho do yoga.

Como tudo que vem acontecendo em minha vida desde que sonhei com largar tudo e viajar, ser professora de yoga nunca esteve nos meus planos, mas aconteceu. A vida me direcionou, eu ouvi. E quanto mais eu pratico o yoga, mais a vida flui e me conduz. A vida vai ditando o ritmo e eu procuro não resistir. Claro que às vezes eu, meu ego, minhas falhas e marcas mentais questionamos e não seguimos o fluxo, queremos que a vida ocorra a nossos próprios modos! E novamente é praticando o yoga que acolho a dor que esta resistência me causou. Entendo a dor, aceito e novamente me abro pro fluxo da vida. E assim seguimos, caminhando o caminho do yoga com o coração aberto, cada dia mais sereno e perto de Deus.

O yoga me salvou de uma vida sem sentido e eu sou eternamente grata por este reencontro❤

OM NAMAH SHIVAYA

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[Isso]

Isso que não tem nome pareceu destino

Dois opostos se atraindo em perfeita conexão

 

Isso que não tem nome pareceu cura

Insegurança e insegurança de mãos dadas

 

Isso que não tem nome pareceu karma

Nos desenhamos juntos: você transcendia, eu apaziguava

 

Isso que não tem nome pareceu perfeito

Juntos redefiniríamos o impossível

 

(mas) Isso que não tem nome

Não tem nome porque não é